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Belem, PARÁ, Brazil
Graduado em Historia.

sábado, 16 de junho de 2012



O POLICIAL VAIDOSO
Valores dissimulados ainda permeiam nos agentes dos órgãos da segurança pública das três esferas: união (policia federal e rodoviária); estados (policia militar e policia civil); prefeituras (guarda municipal).  Há uma vaidade exacerbada e hierarquizada na sequência desses agentes citados que infelizmente dificulta a prática de um trabalho integrado.
A própria mídia nacional reflete e contribui a esse discurso preconceituoso, o exemplo foi a novela da rede globo Insensato coração no horário nobre em que uma cena envolvendo dois personagens da novela se confrontaram e dialogavam que: “agentes da policia militar e guarda municipal só serviam para intervir em problemas de mendigos e briguinhas de motoristas bebados.
O fato novelesco se consuma com uma revista policial na casa de um personagem (Horácio Cortez) preso no aeroporto, tentando fugir do país com uma mala de dinheiro) na presença de Rafael (filho de Cortez e Paula irmã de Rafael. Paula Cortez interpela o delegado: - “O Sr. é o responsável por essa palhaçada aqui? - Vocês não tem mais nada para fazer não, hein? Com tanto mendigo na rua para recolher. Só recebem propina de motorista bêbado? O Delegado reagiu: - Acho que a Sra., tá confundindo um pouco as coisas, viu? Eu não sou guarda municipal, tão pouco sou policial militar. Por isso mesmo, eu vou te dar um refresco, e vou fingir que não ouvi o que a senhorita acabou de dizer, viu?”
Apesar da rede globo tentar se explicar ao Conselho Nacional de Comandantes Gerais das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares, mas não convence. Pois foi a forma como se interpretou a ação que conota a mensagem. A convicção fica com a justificativa final de Luis Erlanger, diretor da central globo de comunicação, segue: - “Por último, gostaria apenas de destacar o que consideramos um ponto relevante: a telenovela é uma obra autoral de ficção. A história é resultado unicamente da imaginação do autor, está no terreno da fantasia, sem vínculo necessário com a realidade. As tramas, situações e personagens (como a mau-caráter que acusa genericamente uma instituição pública) são meras invenções.
Ora senhores, mas este autor não esta isento de uma sociedade, ele é reflexo de seu próprio tempo e espaço em que vive, não vive isolado nem tão pouco neutro, pois este subjetiva as experiências externa. Então a sua imaginação são idéias da realidade do statuo quo. Assim como enxerga mau caratismo na sociedade (pai e filha), dissimuladamente mostra os vícios das instituições, como demonstrado na arrogância tanto do delegado como da Paula no embate novelesco. Este fato reflete a realidade entre essas forças de segurança pública.
Apesar de vinte e seis anos que marcam o fim da ditadura militar, mas ainda percebemos resquícios de comportamentos autoritários de agentes destas instituições. A constituição Federal de 1988 no seu art. 144 em que fala sobre a participação das guardas municipais neste contexto foi e é, um divisor de água na democratização da segurança pública em que os prefeitos são os gestores que estão mais próximos do cidadão. Portanto a governabilidade só se faz mais presente com a utilização dos agentes públicos que se identificam com a comunidade em que estes estão inseridos. Então a municipalização é uma necessidade imediata dos serviços públicos como a segurança pública (guarda municipal).
Com a pulverização de criação de guardas no Brasil, as transformações vem sendo idealizadas por essa nova conjuntura de policiamento real em que as guardas municipais apesar de não de direito mais de fato atuam em pequenos e grandes eventos da criminalidade. Isso explica a necessidade de criação de ferramentas como os conselhos de discussão sobre mudanças de paradigmas, mas essas entidades acontecem por uma necessidade básica da participação efetiva e da aproximação e municipalização da segurança pública nos mais de 5.000 municípios do território brasileiro, ou seja, isto é a republicanização que se processa ao longo do tempo, e que se distancia de comportamentos de resistências monárquicas.
Para entender melhor este argumento a monarquia no Brasil se mantinha numa sociedade agro-rural, mas a república se consolida mais e mais na composição urbes-industrial, então os órgãos de seguranças tem que estar inserido nas peculiaridades deste espaço urbano. Só que esses fóruns de participação democráticas dos sujeitos de segurança pública se realizam mais por pressões da sociedade do que propriamente da vontade dos agentes de segurança publica, principalmente dos oficiais e gestores que se apropriam de poderes, ou seja, se personificando do aparelho repressivo do estado como delegados, coronéis e ate comandantes de guardas municipais que geralmente são oriundos de órgãos estranhos as guardas.
Falta a participação mais efetivas e afetivas nesses fóruns (conselhos), pois na verdade em grande parte os que participam são selecionados pelos comandos por critérios de conveniências políticas. Assim como a seleção da bolsa cidadão muitas das vezes elimina agentes que estão respondendo processo interno por retaliações política do que puramente fatos de indisciplina.
Então senhores companheiros de segurança pública e tutor, não podemos maquiar a realidade de que tudo esta bem, apesar de que mudanças vem sendo feitas, mas alguns remanescentes de coronéis da policia militar e delegados de policia civil não aturam as guardas municipais, mas quando se aposentam querem assumir este novo paradigma de segurança pública (guardas municipais), como estratégia de evitar este novo paradigma que se torna inevitável, além é claro de prolongar o seu status de “gangster” de chefes autoritários, em detrimento da força democrática que o povo cada vez mais estabiliza esses órgãos de segurança publica como verdadeiras ferramentas de manutenção dos direitos sociais do cidadão brasileiro.
Grato pela oportunidade verdadeira e democrática de oportunizar a externar esta mensagem. De um guarda municipal que já foi punido quase uma centena de vezes e duas vezes demitido, por lutar pela humanização da segurança pública, mas que resiste a vinte anos de serviço público.

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