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Belem, PARÁ, Brazil
Graduado em Historia.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

CONSCIÊNCIA EM PAULO FREIRE

A CONSCIÊNCIA EM PAULO FREIRE
A consciência é uma das formas de manifestação do cognitivo do homem. Identifica seu estado de compreensão e discernimento, referente à sua estada no mundo da realidade: na sociedade, no planeta e no Cosmo. Como esse indivíduo se percebe a que acha que veio, o que pretende, o que está fazendo, como percebe as pessoas, o ambiente, o mundo à sua volta; seu estágio de conhecimento e experiência, seus valores. A alteração dos estágios para um patamar de compreensão e discernimento ampliados (o que chamamos de "consciência de um indivíduo" como sendo uma das formas de manifestação do pensamento.
O homem que não desenvolve o pensamento vive com a consciência adormecida. A sua postura cotidiana é viver sonhando, andando pelas ruas para sobreviver e morrer. È preciso despertar. A causa do sono profundo em que vive a humanidade é a inconsciência. As pessoas não sabem de si mesmas, porque estão inconscientes, como o bêbado pelo álcool, a homem e mulher no espelho da vaidade; o rico pelo dinheiro, os homens se vinculam as coisas como crianças por brinquedos.
Quem desperta a Consciência se converte num investigador competente dos Mundos Superiores. Quem desperta a Consciência é um Iluminado.
Paulo Freire nos desperta para o mundo da consciência em que o homem deverá se desideologizar se desmembrando do contexto fechado do modelo escolar que se caracteriza pela formação de um ser inteiramente apenas transformador dos meios naturais como se fosse o único instrumento de realização pessoal. A descolarização deverá ser o processo a se alcançado para que nos libertemos dos paradigmas tradicionais em que somos apenas insignificantes recursos humanos do sistema monetarista que desagrega as instituições estatais resultantes das primícias gentílicas. Portanto, a educação deverá ser desinformalizada para que os conteúdos sejam desiuniversalizados como métodos intransponíveis para valores endógenos aos vivenciados por educandos. Os conteúdos deveram partir das experiências destes, tanto educando como educadores que se comunicarão de forma dialógica, e a relação não mais se fundamentará na hierarquia, e nem tão pouco o conhecimento se transforma em um produto de relíquia, idealizante e estigmatizador de diferenças sociais, entre os que não tem e os que os tem, como mais um símbolo de exclusão social.

Dialogaremos com dois teóricos clássicos que serve para fundamentar esta argumentação, são estes Platão e Aristóteles que serve de aporte para confirmar a tese de Paulo Freire. Entao, todo ser tende necessariamente à realização da sua natureza, à atualização plena da sua forma: e nisto está o seu fim, o seu bem, a sua felicidade, e, por conseqüência, a sua lei. Visto ser a razão a essência característica do homem, realiza ele a sua natureza vivendo racionalmente e sendo disto consciente. E assim consegue ele a felicidade e a virtude, isto é, consegue a felicidade mediante a virtude, que é precisamente uma atividade conforme à razão, isto é, uma atividade que pressupõe o conhecimento racional. Logo, o fim do homem é a felicidade, a que é necessária à virtude, e a esta é necessária a razão.
virtude é precisamente concebida como um justo meio entre dois extremos, isto é, entre duas paixões opostas. A virtude não é inata, como não é inata a ciência, mas adquiri-se mediante a ação, a prática, o exercício e, uma vez adquirida, estabiliza-se, mecaniza-se, torna-se quase uma segunda natureza e, logo, torna-se de fácil execução - como o vício.
A política para aristótés está unida à moral, porque o fim último do estado é a virtude, isto é, a formação moral dos cidadãos e o conjunto dos meios necessários para isso. O estado é um organismo moral, condição e complemento da atividade moral individual. A política para Platão como pertencente a existência humana é algo que se faz mais necessário a cada instante, pois, não pode o homem habitar num mundo ao qual seja instrumento, mas sim construtor do processo social. Platão diz: "O homem só pode explicar-se moralmente se explicar-se politicamente". O homem é, assim, cidadão por pertencer à sociedade política. Por fim, para alcançarmos este pensamento, entendemos que a instituição educação foi e deverá ser legitimadora no equilíbrio do homem com a natureza, sendo que este ser e a construção da leitura como a escrita tende a se fazer para a leitura e reescrita do mundo e as suas transformações. Esta construção devera se revelar na teoria, na visão de mundo, da sociedade, do ser humano que o educador Põe em pratica. Então há dois aspectos fundamentais para Freire: ato político e de conhecimento, o que significa que a prática do conhecimento da humanidade, nos remete a pratica da conscientização.
Paulo Freire afirma que a educação não é esta sendo, e continua que a educação é simultaneamente um ato de conhecimento, um ato político e um ato de arte. Freire foi mais que um alfabetizador ele se preocupou não apenas com o oprimido em interpretar a reescrever o mundo, mas a compreenderem-se a si mesmos no mundo e a empreenderem o trabalho da autolibertação por meio do enfren­tamento dos sistemas opressores. Freire se importava em fazer com que os desprivilegiados acompanhassem o percurso histórico da humanidade e se beneficiassem de suas conquistas, de forma eqüitativa e justa. Freire criou conceito e método de entender e praticar a pedagogia para a conscientização, o que concebe a docência como uma pratica social de fins simétrico de erradicação de divisão social. Portanto esta ação libertadora financiada pelo dialogo conjugara linguagem, pensamento e ação que consistirá na hermenêutica e na concretização epistemológicas de reconstrução do desequilíbrio para reequilibrar.
Nessa práxis de reconhecimento e prática se requer o aprimoramento de estágios de consciências que Freire as classificas como: consciência mágica, consciência ingênua, consciência fanatizada e consciência crítica.
O primeiro estágio o de consciência mágica, Paulo Freire compreende como a fase inicial da humanidade. O homem é mais imediatista impulsionado pela necessidade, há uma limitação da sua realidade, sem cons­ciência tridimensional do tempo. Não tem projeto futuro. Portanto, não tem a capacidade de pensar, dialogar e problematizar a realidade social o que não lhe permite julgar, valorar, decidir e agir. Este ser se submetera a rituais e cerimônias de cunho religioso, as explicações místicas.
A segunda fase interpretada por Freire é a consciência ingênua, esta resulta da mágica que vivia nos campos e que migram para os arredores da cidade. Esta e uma fase que já começa a questionar a sua realidade, a sociedade, a história e a cultura, bem como a sua situação no mundo, inclusive a diferença de classes. Portanto, Paulo Freire considera esta classe como transitória desta para a fanática ou critica, dependendo da maneira como ela é admitida, assumida, encarada e trabalhada em processos educativos e fora deles. A transição é o periodo que o indivíduo  faz opções, ou seja, se manter aos valores do passado ou partir a novos valores do futuro. Assim, inicia a divisão entre a sociedade. De um lado os conservadores (os que ficam) e liberais ou progressistas que adquirem a consciência crítica, os primeiros os que descambam para a consciência fanatizada. O sujeito portador da consciência ingênua toma conhecimento ou de uma verdade fechada (dogmática e fanatizada) ou de uma verdade aberta (crítica e sempre reconstruída). Essas duas modalidades de consciência é o que vamos ver a seguir.
A terceira fase e a consciência fanatizada, e aquele que pensa que sabe, mas não sabe. Nunca se reconhece como tal. Paulo Freire considera esta como sendo patológica, irracional e sectária. O fanático é aquele que encontrou a verdade e deixou o mundo todo na mentira. Agressivo. Este usa da arrogância, da truculência em detrimento do diálogo, elimina o pensamento e não aceita a democracia. Este fanático age por impulso da emoção, luta pela transformação do mundo, mas na tirania. Por exemplo, dos opressores capitalistas, só pensam em lucro, para a acumulação, para o consumismo. Se torna materialista e o dinheiro e a medida de todas as coisas e por fim se alienam de sua liberdade.
E para encerrar, Paulo Freire teorizou a fase da consciência critica. Quando a consciência deixou a magia para trás, passou pela ingenuidade, mas escapou do fanatismo, então ela se encaminhou para à consciência crítica. A criticidade aí alcançada possibilita uma apurada e profunda percepção da realidade, uma vez que o portador dessa consciência compreende as razões pelas quais uma dada sociedade se configura de um jeito, e não de outro, por varias razões.
Consciente disso, o sujeito crítico pratica a diplomacia. Ele busca compreender para julgar; julgar para decidir; decidir pelo melhor em termos de valorização da dignidade humana; valorar para agir; agir para transformar.
Dessa forma as relações epistêmicas se amplificam comprovado com a dominação do vocabulário, refletindo na representação cognitiva. Este resultado ocorre devido as experiências de vida. Cumprido esse percurso, então o sujeito terá saído do estado de senso comum (cons­ciência mágica, ingênua ou fanatizada) para alcançar o senso crítico, este sobre o qual é possível dizer que quem o possui alcançou, então, a consciência é crítica. Esse é o sujeito educado por excelência, segundo Paulo Freire. Essa constitui a finalidade e a missão fun­damental de todo processo educativo que se quer à altura da dignidade humana, do valor imensurável do homem e da mulher.
E nesse processo de concretização da consciência que o homem e a mulher se realizam na igualdade e liberdade, através da educação e por fim a sua participação na pratica política na convalidação dos espaços naturais e humanos sem a exigência pragmática e robótica do individuo isolado de um mundo materialista.
Para concluirmos defendemos o pensamento de Paulo Freire que a educação é um processo de transformação em que as fases citadas serão exauridas, mas os meios vividos desses atores serão as vias de partida para a elucidação da realidade em que a consciência será pré-determinante nessa transformação do homem para o mundo, assim como o mundo para o homem. A conscientização é mais do que saber o que se passa ao seu redor, é acima de tudo um processo histórico. Paulo freire metodologicamente nos permitiu a se criar, se realizar como sujeito, porque esta resposta exige reflexão, crítica, invenção, eleição, decisão, organização e ação. E assim que se faz um ser não somente adaptado à realidade e aos outros, mas integrado. Então, a conscientização é o homem se descobrindo, é a luta para se descobrir a si próprio, interrogando-se e buscando respostas aos seus desejos e observações.

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