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Belem, PARÁ, Brazil
Graduado em Historia.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

KIERKEGAARD

Filosofo dinamarquês Sorem Kierkegaard (1813 – 1855), contestou as ideias de hegel em que a razao seria o único instrumento de estabelecer a verdade, defendeu o conhecimento que se origina da fé. A existência humana tem três dimensões:
dimensão estética, na qual se procura o prazer; dimensão ética se vivencia a liberdade e da contradição entre prazer e o dever;
dimensão religiosa, marcada pela fé, cabe ao homem escolher qual dimensão quer viver, ou etapas que o homem passa que o homem passa durante sua existência, primeiro a estética, depois a ética e por ultimo, a religiosa que é a mais elevada.

O autor trata de assuntos como amor, sofrimento, angustia e desespero que são incompreensíveis pela razão, critica Hegel por não ter subjetividade e caráter abstrato, este procurou destacar as condições especificas da existência humana e incorporá-las as reflexões filosóficas. Este influenciara as correntes irracionalistas que colocam a verdade a partir do processo da existência. Para ele nenhum sistema de pensamento consegue dar conta do pensar tudo da vida única e individual. Portanto é considerado o pai do existencialismo

A relação do homem com o mundo, consigo mesmo e com Deus. - A relação do homem com o mundo, outro seres e a natureza é dominada pela angustia que é entendida como o sentimento profundo que temos ao perceber a instabilidade de viver num mundo de acontecimentos possíveis, sem garantias de que nossas garantias sejam realizadas. No possível tudo é possível, assim estamos num mundo que e possível a dor como o prazer, o bem como o mal, o amor como o ódio: a reação do homem consigo mesmo é marcada pela inquietação e pelo desespero, isso ocorre por duas razoes fundamentais, o porque o homem nunca esta plenamente satisfeito com as possibilidades que realizou, o porque não conseguiu realizar o que pretendia esgotando o limite do possível e fracassando diante de suas expectativas; a reação do homem com deus seria a única via para a superação da angustia e do desespero, mas é marcado pelo paradoxo de ter que compreender pela fé o que é incompreensível pela razão.

Para Kierkegaard o absurdo implica no distanciamento da subjetividade das concepções que atribuem à razão o papel de realizadora de um sistema racional do mundo. O indivíduo é uma subjetividade que não pode encontrar o seu fundamento em nenhum sistema racional. A ética religiosa, que repousa na fé em Deus é quem pode explicar o fundamento da existência humana. O absurdo é o "lugar do silêncio", ou seja, o lugar de Deus, bem como a distância que há entre a subjetividade finita do homem e a pessoa infinita de Deus.

No pensamento de Kierkegaard, Abraão é o exemplo vivo do herói absurdo. Sem saber porque, Abraão oferece a Deus o sacrifício de seu filho Isaac. Mas, este absurdo é revelador de Deus. Com efeito, no momento exato em que se daria o sacrifício, um anjo aparece a Isaac sustando a sua ação. Deus reconheceu a fidelidade e o amor de Abraão para com ele, pois, na sua prova, seria capaz de sacrificar o seu filho amado Isaac.

É preciso lembrar, portanto, que a revelação de Deus não vem tranqüilizar ou consolar o homem. Ela instaura o sentimento da angústia existencial. O homem existente se prova na inquietação e na angústia existencial. O exemplo de Abraão. Por isto é que Kierkegaard define esta angústia como "síncope (perda de memória) da liberdade". Assim, liberdade e angústia se unem na existência. O homem é livre, em sua vida, para optar e escolher. No entanto, não há opção sem angústia. Ao escolher deixo de lado outras coisas sem ter certeza de que a escolha foi a melhor ou será bem sucedida. Quando escolho sou eu quem me escolho, pois toda opção é feita em função de uma opção interior, pela qual eu julgo que irei me realizar. No entanto, a escolha é um "salto no escuro". Não posso ter certeza a priori de que a escolha é boa, como já disse acima. Mas esta escolha não é feita arbitrariamente. Ela deve ser motivada pela busca da verdade. Deus não pode estar numa realidade transcendente, mas em mim. Somos mais íntimos de Deus do que de nós mesmos.
Kierkegaard, inflenciou o filosofo frances Jean Paul Satra.

CONSUMO ALIENADO

Os homens se formam interagindo com o mundo objetivo, o que faz o ato de consumir uma forma de participação em um patrimônio construído pela sociedade. Assim, além de atender às necessidades individuais, o consumo deveria expressar também e principalmente a forma pela qual o indivíduo estaria integrado à sociedade. Entretanto, não é o que ocorre. Observamos nas sociedades contemporâneas a exclusão da maior parte das pessoas do consumo efetivo do patrimônio produzido. Não bastasse, temos que o circuito produção-consumo não visa atender prioritariamente às necessidades individuais, mas sim às necessidades de expansão do próprio sistema produtor de mercadorias, o sistema capitalista, na sua busca permanente de lucratividade, o que necessariamente acarretou na mercantilização de todas as coisas.
A Folha de São Paulo há tempos divulgou trecho de um relatório de um grande laboratório internacional, destinado a seus acionistas, justificando os lucros baixos naquele ano, notícia que bem exprime a lógica do sistema que aqui queremos demonstrar. Dizia o relatório: “O inverno foi muito fraco e, com o tempo bom, não tivemos a incidência de pneumonia nem complicações respiratórias. Os casos de gripe foram muito aquém de nossas previsões e os gastos com anúncios sobre nossos produtos, excessivos. Assim, pedimos a compreensão dos nossos acionistas para os baixos lucros, que não foram decorrentes da falta de esforço de nossos executivos. (...) Contudo, as perspectivas de melhoria são excelentes. Todas as previsões meteorológicas indicam que vamos ter um rigoroso inverno, com novos vírus gripais, não sendo descartada a hipótese de incidência de epidemias. Assim, o volume de consumo dos nossos medicamentos vai ser muito grande e explosivo, compensando o fraco desempenho deste ano”.
Esses dois aspectos (a exclusão da maior parte das pessoas da possibilidade de consumir e a permanente busca por lucratividade) estão entrelaçados a tal ponto que o filósofo francês Jean Baudrillard considera que a lógica do consumo se baseia exatamente na impossibilidade de que todos consumam. Para ele o consumo funciona como uma forma de afirmar a diferença entre os indivíduos. Um exemplo simples é o fato de que alguém possuir um automóvel de luxo só tem sentido se poucos indivíduos o puderem possuir. O objeto adquirido funciona, assim, como um signo da diferença de status. Em suas próprias palavras, o prazer de mudar de vestuário, de objetos, de carro, vem sancionar psicologicamente constrangimentos de diferenciação social e de prestígio.
A propaganda trata exatamente de assegurar essa distinção ao associar marcas e grifes a comportamentos e padrões inacessíveis à maioria da população e, mais que isso, impossíveis de serem alcançados em escala mundial, devido ao impacto ambiental que isso significaria. Esse consumo alienado é movido pelo desejo do consumidor sentir-se uma exceção em meio à multidão. É como se a posse de um objeto satisfizesse a perda da própria identidade.
O consumidor alienado.
A sacada do marketing e da propaganda é justamente essa, oferecer produtos que se sucedem numa rapidez sacrificante, como substitutos para essa insatisfação que o indivíduo sente em relação a si próprio. Isso se traduz na busca ansiosa e ambiciosa de adquirir aquilo que se deseja, ignorando-se a possibilidade de se desejar aquilo que já se adquiriu. Em outras palavras, o consumidor alienado age como se a felicidade consistisse, apenas e tão somente, numa questão de poder sobre as coisas, ignorando o prazer obtido com aquilo que verdadeiramente goste. Como afirmou Horkheimer, quanto mais intensa é a preocupação do indivíduo com o poder sobre as coisas, mais as coisas o dominarão, mais lhe faltarão os traços individuais genuínos. No consumo alienado não existe uma relação direta e real entre o consumidor e o verdadeiro prazer da coisa adquirida. O consumidor adquire rótulos e grifes. Escova os dentes com o ‘sabor refrescante’ do creme dental. Fuma movido pelos prazeres sugeridos pela propaganda, bebe cerveja como se tivesse consumindo outro produto. Toma banho com o sabonete das ‘estrelas do cinema’. Dorme no ‘colchão dos sonhos’. Induzido pela propaganda, o consumidor alienado deixa de ser um meio para o prazer pessoal e se transforma num fim em si mesmo. Torna-se um ato obsessivo alimentado pelo apetite de novidade e distinção social. Projeta o ter para substituir o vazio do ser.
Evidentemente, a neofilia (amor obsessivo pelas novidades) desenfreada corresponde exatamente aos interesses dos grandes produtores econômicos, eis que, produzir objetos que logo se tornam obsoletos é um princípio fundamental e básico da indústria capitalista. Escapar a essa armadilha do consumo alienado não é um problema a ser resolvido apenas pela consciência e pela vontade individuais. É uma ampla tarefa que envolve a transformação dos valores dominantes em toda a sociedade.
As pessoas contaminadas por essa doença cultural, estão obcecadas por um par de sapato, um carro e etc. perdem o encanto com pouco tempo de uso.
Relação produção consumo
Karl Marx – afirma que produção é ao mesmo tempo consumo, quando se produz algo, ao mesmo tempo se consome matéria e os instrumentos de produção, e as forças vitais são consumidas. Consumo e também produção, quando o homem se alimenta este esta produzindo seu corpo e o consumo de informação produz conhecimento. Quando se produz algo e necessário que alguém consuma essa produção como dialética. Então a dupla criação de necessidade (a produção criando o consumo, e o consumo criando a produção) gera a reprodução do sistema capitalista.
Nas sociedades contemporâneas a exclusão da maior parte das pessoas do consumo efetivo do patrimônio produzido. Alem de que o circuito produção-consumo não tem interesses em atender os indivíduos, mas sim as necessidades de expansão do sistema capitalista, na permanente lucratividade, o que levou a mercantilização de todas as coisas. Portanto se acumula capital a fim de se acumular mais capital.
Cultura do consumo
No slogan do filosofo Frances Jean Baudrillard que “já não consumimos coisas, mas somente signos”. O consumo se tornou uma forma de diferenciar os indivíduos. Exemplo: só tem sentido ter um carro de luxo se outros não tiverem, o objeto adquirido funciona como um signo de diferença de STATUS. O prazer de mudar de vestuário, de objetos de carro vem sancionar o psicologicamente constrangimento de diferenças e de prestigio.
A propaganda cria essas distinções ao associar marcas de grifes a comportamentos e padrões inacessíveis a maioria da população. Esse tipo de consumo alienado e movido pelo desejo do consumidor de sentir-se uma exceção em meio a multidão. A posse de um objeto é a perda da própria identidade. O consumidor alienado age como se a felicidade consistisse, apenas, numa questão de poder sobre a coisa, ignorando o prazer o prazer naquilo que verdadeiramente ama.
O lazer alienado
O processo de alienação na sociedade industrial afeta também a utilização do tempo livre destinado ao lazer. A indústria cultural e de diversão vende peças de teatro, filmes, livros, shows, jornais e revistas como qualquer outra mercadoria. E o consumidor alienado compra seu lazer da mesma maneira como compra seu sabonete. Consome os “filmes da moda” e freqüenta os “lugares badalados” sem um envolvimento autêntico com o que faz.
Agindo desse modo, muitos se es¬forçam e fingem que estão se divertindo, pensam que estão se divertindo, querem acreditar que estão se divertindo. Na verdade, “através da máscara da alegria se esconde uma crescente incapacidade para o verdadeiro prazer
A lógica do capitalismo afeta a relação do individuo com as obras de artes, reduzindo-as a mercadorias e estas passam a obedecer a lei da oferta e da procura. Tornam se negócios fabricados pela indústria cultural, expressão criada pelo filosofo adorno e Horkheimer. E o que era fruto de espontaneidade agora se transforma em produto padronizado de objetos de consumo com intenção de lucros.

TRABALHO

O termo trabalho vem do latim (tripalium): nome de um instrumento de tortura feito de três paus. Através do trabalho o homem acrescenta um novo mundo (cultura) ao mundo natural já existente. O trabalho e uma realização tipicamente mental, pois antes da realização já há um projeto mental. Assim o homem não realiza a matéria prima, mas também o projeto que ele trazia na sua consciência. Mas para que o trabalho – no aspecto individual tem por expandir suas energias, desenvolver sua criatividade e realizar suas potencialidades, moldar e mudar a realidade sociocultural, e transformar a si próprio; e no aspecto social, tende com o esforço de uma comunidade temos a manutenção e satisfação da vida e o desenvolvimento da sociedade. Ao longo da historia os valores de satisfação foram se perdendo com o aparecimento da divisão de classes, assim a sua liberdade e se transformando em castigo e alienação, tanto que na bíblia ganha conotação de sofrimento, em que Adão pecou através da influencia de Eva. Portanto, como castigo este deveria se estender por toda a eternidade ao sacrifício do trabalho (Gen. 3: 17 e 19).
A história do trabalho.
A divisão do trabalho começa na pré história entre os sexos: homem – caçar, guerrear e etc., mulher: cuidar dos filhos, trabalhos domésticos; na antiguidade o a concepção de trabalho era desprezível, valorizava o trabalho intelectual, os cidadãos não deviam viver uma vida de trabalho trivial ou de negócios (incompatíveis com a vida moral , nem agricultores), mas sim ao lazer que e bom para pratica das atividades políticas. Esta concepção estava ligada aos argumentos Aristóteles “A utilidade do escravo é semelhante à do animal. Ambos prestam serviços corporais para atender às necessidades da vida. A natureza faz o corpo do escravo e do homem livre de forma diferente. O escravo tem o corpo forte, adaptado naturalmente ao trabalho servil. Já o homem livre tem o corpo ereto, inadequado ao trabalho braçal, porém apto para a vida do cidadão”.
Na Idade media pouco se alterou em alguns lugares do ocidente. Tomas de Aquino se referia como um bem árduo, na qual cada indivíduo se tornaria um homem melhor. O mais valorizado era o intelectual. O conceito católico foi contestado com o aparecimento da burguesia XVI, aparece o protestantismo. O trabalho foi valorizado para o sucesso econômico, como sinal da benção de Deus. Marx weber (ética protestante e o espírito do capitalismo). Para o cristianismo medieval, o trabalho passou a ser visto como uma forma de sofrimento que serviria como provação e fortalecimento do espírito para se alcançar o reino celestial;
Na Europa, a partir do século XVI, com a ascensão social da burguesia e o desenvolvimento do protestantismo, o trabalho foi revalorizado, e o lucro significou sinal da bênção de Deus. Max Weber, em sua obra A ética protestante e o espírito do capitalismo, trouxe à baila a relação entre a ética protestante – que valoriza o trabalho – e o desenvolvimento do capitalismo nos países onde predominava o protestantismo; Hegel, por sua vez, definiu o trabalho como elemento de autoconstrução do homem, destacando o aspecto positivo do trabalho, isto é, o fato de o homem não apenas se formar e se aperfeiçoar, mas também e principalmente se libertar, pelo domínio que exerce sobre a natureza ao desempenhar o labor; Tal como Hegel, Karl Max também resguardou esse aspecto fundamental do trabalho, todavia destacou seu lado negativo nas sociedades capitalistas, questionando a suposta liberdade do trabalhador assalariado – compelido a vender sua força de trabalho para sobreviver, eis que única opção existente, além de revelar as condições aviltantes a que eram submetidos os trabalhadores no processo de produção e os resultados danosos destas circunstâncias sobre suas vidas. Desvendou, pois, o processo de alienação que se desenvolveu a partir do trabalho assalariado nas sociedades cujo modo de produção era o capitalista.
A alienação
O léxico latino alienare significa tornar algo alheio a alguém, ou seja, tornar algo pertencente a outro. Atualmente o termo possui variados significados. Em direito, alienação significa todo e qualquer ato que possui o efeito de transferir o domínio de uma coisa para outra pessoa. Também indica o ato pelo qual se cede ou transfere um direito pertencente ao cedente ao transferente; Em psicologia alienação significa o estado patológico do indivíduo que se tornou alheio a si próprio, sem contato consigo mesmo ou com o meio social com o qual vive.
O significado utilizado pela linguagem filosófica contemporânea, e que a alienação é o processo pelo qual os atos de uma pessoa são governados por outros e se transformam em uma força estranha colocada em posição superior e contrária a quem a produziu. Hegel previu a alienação como sendo o processo pelo qual os indivíduos colocam suas potencialidades nos objetos por eles criados, em verdadeira exteriorização da criatividade humana, da capacidade de construir obras no mundo. Desta forma, o mundo da cultura seria uma alienação do espírito humano, uma criação do homem, que nela se reconheceria. Marx, entretanto, identificou no processo de exteriorização da criatividade humana dois momentos distintos. O primeiro momento, o qual chamou de objetivação, diz respeito à capacidade do homem de se exteriorizar nos objetos e nas coisas que cria, algo próprio do saber-fazer humano, nos moldes da filosofia hegeliana. O segundo momento identificado por Marx, denominado alienação, seria aquele em que o homem, principalmente no modo de produção capitalista e no sistema consumista de produção de mercadorias, após transferir suas potencialidades para os seus produtos, não os identifica como obra sua, como algo seu. Os produtos não pertencem a quem os produziu, seja no plano econômico, psicológico ou social, muito pelo contrário. Ele se referiu ao processo de perda de si mesmo que o trabalhador experimenta em relação ao produto de seu trabalho.
Como corolário deste processo produtivo o surgimento do chamado taylorismo (criado por Frederick Taylor, 1856-1915), modo de produção que exprime a fragmentação do trabalho, que necessariamente conduz a uma fragmentação do saber, eis que se perde a noção de conjunto do processo produtivo. Explico. O taylorismo significou uma intensificação da divisão do trabalho, fracionando etapas do processo produtivo de modo a fazer que o trabalhador desenvolvesse tarefas ultras especializadas e repetitivas, não conhecendo o conjunto da obra que produzia. Henry Ford (1863-1947) foi o primeiro a colocar em prática a filosofia de Frederick Taylor, criando o que se chamou de fordismo, modelo de produção que após grande ascensão entrou em crise e foi substituído pelo modelo japonês chamado toyotismo.
O trabalho como processo de alienação se acentua no século XIX. Em que o trabalho nas indústrias se automatizam e especializado. Os empresários querem economizar tempo e aumentar a produtividade como no sistema teylorismo. Pois assim fragmenta o saber e a noção de conjunto no processo produtivo. No campo econômico o trabalho alienado produz para satisfazer a necessidade do mercado não para o trabalhador. Ex: fabrica palácio e mora em casebre. Em fim, o trabalho alienado costuma ser marcado pelo desprazer, pelo embrutecimento e pela exploração do trabalhador, então o stress desenvolveu a preguiça e o proletariado.
Este trabalhador se sente uma mercadoria, uma coisa que precisa alcançar sucesso no mercado das personalidades: sucesso financeiro, intelectual, social, sexual, político esportivo etc. e este sucesso depende do mercado que este quer vender sua personalidade. Agora este vai ser: eu sou o que você quer que eu seja.
Sociedade do tempo livre ou do desempregado.
O trabalho se tornou o oposto do que deveria ser, ou seja, de liberdade e de realização, mas se tornou sinônimo de frustração, submissão e sofrimento. A questão é o trabalho é fundamental para o ser humano/ é através deste que o homem se autoconstroi? Será possível alcançarmos uma forma mais livre de trabalho?
O desenvolvimento tecnológico vem mecanizando e a automatização da produção vem suprimindo diversas tarefas rotineiras que eram antes desempenhadas pelos trabalhadores. Dessa forma é possível pensar que um dia viveremos na maior parte do tempo livre, ou seja, a sociedade do tempo livre.
De 1850 ao final do século XX, um trabalhador da Inglaterra e frança, vivia em media de 45 a 50 anos, e trabalhava aproximadamente 120 mil horas. Atualmente nos países desenvolvidos, o trabalhador vive em media de 75 a 80 anos, e trabalha em media 80 mil horas ao longo da vida. Tudo leva a crer que o processo tecnológico eliminara cada Vaz mais o trabalho humano e todo esforço físico e intelectual poderão ser delegados a maquinas e que ao homem restara o monopólio das atividades criativas. Mas esta poderá gerar uma realidade opressiva e anti-social; uma sociedade de desempregados. Isso se comprova com o aumento de desempregados em países onde a carga horária caiu, e para evitar o desemprego as organizações sindicais com os patrões propõe redução de jornada de trabalho o que conduziria a uma sociedade de maior tempo livre.

ADESÃO DO PARÁ

Os fatores que antecedem a independência do Brasil, as reações externas e internas que eclodem como exemplo, o movimento político dos atores no palco da Província do Grão Pará na culminância da adesão da independência que embebidos por idéias liberais e reacionários por temas inatos serão observados atentamente através de seus comportamentos.
Os 13 anos que a família real permaneceu no Brasil foram de fome e muito sofrimento para os portugueses. No dia 30 de novembro de 1807, um dia após a partida da família real, houve um terremoto que os portugueses pensavam que fossem as tropas napoleônicas, foi um pressagio, vários se refugiaram, fugiram para o campo, outro se encurralaram em sua casa. O general Frances Junot que ocupou Lisboa tentou tranqüilizar os patrícios que nada iria lhes acontecer: “eu vim para salvar o vosso porto e o vosso príncipe da influencia maligna da Inglaterra. As tropas francesas entraram as ruas estavam desertas, tudo fora confiscado inclusive a bagagem de viagem esquecidas pela pressa da fuga da família real, lojas, igrejas. Os preços dispararam, a moeda desvalorizou. Após saber da fuga da rainha, Napoleão impôs uma indenização de guerra de 100 milhões de francos (1.2 bilhões de reais, por não ter como pagar confiscou todos os bens dos portugueses. A tropa de Portugal 40000 foi incorporado a tropa francesa, que fora mandado para a Alemanha que foram dizimados em 1812, na fracassa tentativa de invasão a Rússia. O governo provisório nomeado por D. João foi deposto e colocado como imediato de Junot. A dinastia Bragança foi extinta.
Nesse período de fuga uma parcela da elite foi a te a frança a aderir Napoleão em homenagem. Sendo que estes conclamaram o povo português a aceitar o domínio Frances, mas o povo não aceitou principalmente depois que Junot trocou a bandeira de Portugal pela bandeira da França, alem de desfile da tropa o que provocou insurreição popular com mai e 300 mortos.
Meio milhão de portugueses morreu, um sexto da população. O embaixador de Portugal na Inglaterra D. domingos de Souza, escrevia para D. João dizendo que o numero de refugiado na Inglaterra era grande (farrapos) este diplomata pedia ajuda financeira para este país o que aumentava mais e mais a divida de Portugal com a Inglaterra.
Com a queda do imperador Frances em Waterloo, Portugal não tirou tanto proveito, mas foi no confronto de Vimeiro, em 21 de agosto 1808, que junot fez o acordo deixando Portugal a Inglaterra (convenção de Sintra). Assumindo o Marechal Beresfor (1809 a 1820). Em 1817 houve uma conspiração militar, liderado elo general Gomes Freire, na tentativa de derrubá-lo, mas que foi um sinal de alerta. As insatisfações forma tantas, mas a que mais marcava era os privilegio que D. João dispensava a Inglaterra, abertura dos portos, e em 1810 o tratado especial do comercio com os ingleses. O comercio de Portugal despencou.
As pressões de retorno a Portugal de D. João foram grandes, mas este resistia devidos os avanços de independência das colônias espanholas e, portanto a perda do Brasil era iminente. Os próprios ingleses tentaram fazer com que retornassem em 1814, com uma escolta armada do almirante John Beresford, mas este não aceitou. O fantasma da revolução de 1817 se confirmava em 1820.
Tropas se rebelaram em 24 de agosto, no Porto, foram entregues panfletagem ao povo, esta revolta se estendeu a Lisboa no dia 15 de setembro, pedindo fim do absolutismo monárquico. No dia 27 foi constituída na cidade de Alcobaça foi criada uma junta provisional da corte que redigiria uma nova constituição liberal, a corte era um conselho de Estado previsto no regimento monárquico português que havia se reunido em 1698. O poder do rei estava ameaçado. Após viagem do marechal Beresford ao Brasil para pedir apoio financeiro para impedir a rebelião, foi impedido desembarcar ao retornar a Lisboa e destituído das funções e se formou uma junta provisória firmada por burgueses, nobres, clérigos e militares, sobe a organização secreta do SINEDRIO, organização criada no Porto em 22 e janeiro de 1818 na intenção era a revolução do Porto.
No Brasil o partido português apoiava este desfecho para restabelecer o pacto colonial. O ressentimento dos portugueses em relação ao Brasil era visto por base o documento escrito por Manuel Fernando Thomaz, um dos chefes revolucionários de 1820, atacava de forma preconceituosa os brasileiros. Este considerava o Brasil gigante, mas sem perna e sem braço (..) reduzido a negrinhos, pescadores da África, só estes capazes de agüentar o sol deste território. “terra de macaco, de pretos, serpentes, então o rei deveria retorna a terra de gente branca, civilizados e incultos. O rei que na época tinha a sua esposa grávida Leopoldina. D. João decide: pois bem, se meu filho não quer ir, eu irei”
1820 - Revolução do Porto- constitucionalista. Em setembro foi o início da experiência política liberal. Após a expulsão dos franceses em 1808 os ingleses estiveram a frente de Portugal. O discurso da retirada de Portugal do atraso e obscurantismo devido o despotismo. Intelectuais portugueses formularam o projeto da Regeneração do País que tinha uma economia agrária feudal – aristocracia rural com Ideologia católico-reacionária. O movimento acontece devido a crise econômica de Portugal ao fato da transferência da família real para o Brasil, que abria os portos a outro países, quebrando o pacto colonial.
PARÁ
Na província do Grão Pará as conseqüência da transferência da família real foi trágica, pois representa o isolamento político e econômico dos proprietários. Por isso se fazia necessário aderir o vintismo, para restabelecer o vinculo com a metrópole e fim da dificuldade de comunicação com Rio de Janeiro.
Em 1817 assumiu a província o Conde da Vila flor que se licenciou em Julho de 1820, para tratar de assuntos pessoais no Rio de Janeiro. No Alvará de sucessão de 12 de janeiro de 1870, assumiu o governo uma junta constituída pelo arcediago Antonio da Cunha, coronel Joaquim Felipe dos Reis e desembargador Antonio Maria Carneiro de Sá. No mês seguinte eclodiu a revolução do Porto.
O vintismo tinha caráter contraditório para o Pará, pois representaria à derrubada do absolutismo e o não reconhecimento de D. João VI, então a adesão ao constitucionalismo português pela província seria uma revolução para o monarca, ou seja, Lesa majestade, passível de severa punição. Caso se concretizasse o 20 do porto, os apoiadores da província sofreriam serias conseqüências, o que provocou hesitação nas autoridades portuguesa local.
Por isso as reuniões de adesão ao movimento fora em reuniões secretas, na loja de José Batista da Silva, negociante e tenente de milícia. Vários comerciantes e milicianos participaram dessa reunião que cooptarão o coronel João Pereira Vilaça, comandante do 1º regimento e o Cel. Francisco Jose Rodrigues Barata, CMT. do 2º regimento de linha, tendo o mesmo caráter de aquartelamento de Porto, nem um deste tinham assumido postos políticos, seus interesses era cair no gosto da regência instalada em Portugal.
A reunião foi realizada no dia 31 de dezembro de 1820, e o movimento eclodiria no dia seguinte (1º de janeiro de 1821) em um ato solene militar as sete da manhã, em frente do largo do palácio de governo. Sob ordem de grito de guerra, os dois Coronéis que enaltecia o “viva a constituição, viva El Rey, viva a religião, sob aplausos de grande povo. Após proclamado, foi convocado a junta a se apresentarem no palácio.
Felipe Alberto Patroni que desde 1816 estudava direito em Portugal que embalado por patriotismo inato, retornou assim que se instalou o vintismo no dia 28 de outubro de 1822 e chega a 10 de dezembro, este tenta cooptar os dois da junta a aderir o constitucionalismo do Porto, alem do coronel João pereira Vilaça que se comportou com discrição.
As 10 hora da manha assim que ficou sabendo se dirigiu para o local e comandou os atos já que outros hesitavam na escolha de uma nova junta, conclama a nomeação para senado da câmara um novo juiz do povo que interrogara quem deveria ser o governo, no caso seriam escolhidos sete, vendo Patroni que dos sete, apenas um era paraense, este representa que fosse escolhidos mais dois que fosse paraense, e assim foi.
A proclamação da adesão a constitucionalismo de Portugal na província do Pará representava para a elite a possibilidade de garantir a sua realização política econômica,.mas a presença na junta provisória de pessoas recente no Para despertava suspeita, como os coronéis João Pereira Vilaça e Jose Rodrigues Barata que estava só de 1806 e 1812, alem de despertar o ciúme de quem estava a mais tempo, pois achavam que deveriam reivindicar o direito de ocupar os cargos públicos. Outros grupos foram se unindo e consequentemente estes desafetos formaram um grupo de oposição que se transformaram no germe da força apoio ao projeto de independentismo.
Ao ser excluído do poder Patroni em comunhão com outros como o cônego Batista campos, a tendência deste grupo foi aderir os ideais de independência, pois percebiam que a subordinação política diminuía o crescimento econômico da província. Com a intenção de desarticular a oposição, a junta provisória enviou Patroni como encarregado da comissão de cumprimentar a corte portuguesa em conjunto com outro encarregado, apontado pela câmara de senado, senhor João Batista da Silva. As pressões internas e externas a junta de incompetentes por Patroni, em que foram acusados de tardar os representantes como deputados para representar o Pará nas cortes de Portugal. Vários de seus membros já tinham pedido a sua saída, outros pediram as cortes e ao rei, mas foram negados e permaneceram ate março de 1822.
A disputa do espaço político se acirrava, o antigo poder absoluto dos capitães-dos generais se diluía, o que representava o crescimento dos proprietários mais tradicionais no controle dos cargos políticos. Com a chegada do brigadeiro Jose Maria de Moura, em abril de 1822, que seria o governador das armas, este com características de autoritarismo, invadiu espaço da junta assim como de outro o que criou embaraço nas relações internas inclusive com a prisão de Patroni.
Após retorno de D. João a Portugal e a instalação da regência de D. Pedro, assim criou um impasse a quem obedecer e fazer contato com o príncipe ou com as cortes de Portugal? Sendo que estes dois não se entendiam bem. Então o governo provincial do Pará decidiu não reconhecer a autoridade de D. Pedro, e em maio e 1821 todos foram orientados da comarca do Pará, Joanes, Rio Negro a não remessarem correspondência para o Rio de Janeiro. Os conflitos entre a corte e o absolutista, refletia no Pará, as ações autoritária do brigadeiro Moura, foram levadas ate Portugal que decidiu manda-lo retornar, sendo que este organizou abaixo assinado por seu pares em consonância com a câmara do senado para a sua permanência, alegando que havia uma oposição independentista.
Nesse contexto se preparava a eleição do 1º senado da câmara constitucional no Pará. A eleição foi realizada em 23 de fevereiro de 1823, constituído de brasileiros natos e naturalizados, em sua maioria adeptos da independência. O maior opositor do governo das armas Pedro Rodrigues Henrique, foi o mais votado, portanto o presidente da câmara alem de Batista campos. Na posse destes novos senadores da câmara, a maioria se apresentou trajando luvas verdes e gravatas verde e amarelo como declaração publica de adesão a independência. A eleição deste senado clareou mais o jogo político entre os independentistas e constitucionalistas, apesar da junta ser a favor de Portugal, mas este sofria com a arrogância doa governador das armas.
O governador das armas articula um golpe em sua casa que decide em reunião secreta com os comandantes militares em que o encarregado foi o coronel Vilaça, sendo que este fato ocorreria na manhã do dia 1º de Março, na parada militar, sendo que o General Moura ficaria em casa como se nada soubesse, e assim seria deposto a junta do governo civil e o senado da câmara constitucional, restaurando a antiga câmara constituída por portugueses e formando um nova junta com pessoas que aderisse a constituição de Portugal. Os componentes da câmara depostos foram presos e degredados para outros locais do Pará. Este foi a imposição do corpo militar sobre o poder civil. O único que fugiu foi o cônego Batista Campos.
A adesão aconteceu quase um ano depois do famoso grito às margens do Ipiranga. O país era dividido em duas Capitanias: A província do Grão Pará e Maranhão e a Província do Brasil. Os dois territórios faziam parte da colônia Portuguesa, mas quase não havia comunicação entre eles. O Pará se reportava diretamente a Portugal e pouco contato tinha com o resto do país.
Para apressar a adesão, foi mandado José Luís Arosa, um revolucionário do eixo Rio/São Paulo, e que teve logo o apoio de um italiano, João Batista Balby, que trabalhou intensamente para aliciar os oficiais brasileiros para a causa.
No dia 14 de abril, João Balby, acompanhado de oficiais e soldados do Regimento de Macapá, entrou no quartel do Corpo de Artilharia, no Convento de Santo Antônio. De surpresa, os rebelados detiveram a tropa do tenente-coronel José Antônio Nunes, com o domínio de todo o quartel. Mas a conspiração foi dominada pelos comandados do general Moura com o apoio da tropa do coronel Vilaça. Os participantes da revolta só não foram executados sumariamente graças ao bispo D. Romualdo Antônio de Seixas, mais tarde Marques de Santa Cruz.
Em Muaná, no Marajó, também não foi diferente e o povo levantou suas armas e proclamou a tão desejada independência, em maio de 1823, sob a liderança de 200 homens. O idealismo marajoara foi sufocado com tropas armadas e fuzis, pelo militar português. No dia 13 de julho de 1823 a galera Andorinha do Tejo partiu para Lisboa, levando 267 presos muitos dos quais faleceram durante a travessia.
Os portugueses procuraram reforçar então suas defesas, como as baterias de Val-de-Cães, a Fortaleza da Barra, os fortes do Castelo e de São Pedro Nolasco impedindo a estrada de navios no porto. O comandante do barco, o capitão inglês (a serviço de D. Pedro I) John Pascoe Greenfell que desembarcou em vários estados forçando os que ainda não haviam aderido à Independência, a aceitar a separação definitiva entre Brasil e Portugal. Mas a missão deveria ir apenas até a Bahia. Não havia ordens para chegar ao extremo norte. Mesmo assim, eles desembarcaram no Porto de Salinas no dia 11 de agosto de 1823. Era uma esquadra formada por 100 homens. A população de Belém era de pelo menos 15 mil pessoas.
Enviou, à terra, ofício do chefe da Esquadra Imperial, Almirante Alexandre Thomas Cockrane, de que o porto de Belém estava bloqueado e as forças imperiais exigiam a rendição de quem se opunha à Independência Brasileira, alegando que só restava o Pará ser integrado, e que ele se encontrava com uma esquadra de navios fora da barra, prontos para assegurar a adesão. Mas na verdade, ele só tinha um navio, porém essa estratégia já havia sido usada no Maranhão e dada resultada.
Desse documento também constava a afirmação de que as propriedades dos portugueses que aderissem seriam garantidas, devendo apenas prestar juramento de obediência à Sua Majestade Imperial. Também enviou a declaração do bloqueio do Pará e cópia do auto de adesão do Maranhão. O documento comunicava que os governantes do Pará deveriam se unir ao Brasil, caso contrário teriam os territórios invadidos. A esquadra imperial estaria esperando em Salinas, pronta para bloquear o acesso ao porto da capital e assim sufocar a economia, baseada nas exportações.
O General Moura, com 600 homens entre marinha, milicianos, tropas de linha, voluntária inclusive de cavalaria, negou atenção ao comunicado. No mesmo dia 11, foi convocada uma assembléia no Palácio Lauro Sodré, sede administrativa na época. Presidia a Junta Governativa D. Romualdo de Sousa Coelho que informou ao general que iria reunir um conselho para deliberar sobre a situação. Ás 7 horas da noite de 11 de agosto, no Palácio do Governo, a junta governativa reuniu-se, tendo o comandante das armas José Maria Moura procurado adiar a decisão do Conselho, o que não ocorreu, pois o povo presente à reunião bradava, exigindo a adesão.
Acreditando na história e temendo um ataque, os governantes preferiram aderir à Independência, sob a condição de que os postos e cargos públicos fossem mantidos. A adesão foi assinada quatro dias depois, data escolhida para o feriado. Somente dois das autoridades não aceitaram, o brigadeiro Moura e do tenente Coronel Theodosio Constantino de Chermont, membros da junta. A reunião encerrou-se às 23 horas. O Pará estava independente de Portugal, unindo-se ao Império. Em 15 de agosto de 1823, foi Proclamada da Adesão do Pará à Independência do Brasil. O brigue do capitão Greenfell deu salva de 21 tiros, respondido pela fortaleza da barra, anunciando o hasteamento da bandeira brasileira. No palácio do Governo, as autoridades formalizaram, solenemente, o ato da Adesão, com o povo, comemorando nas ruas.
Constatada a farsa o General Moura e o coronel Vilaça, tentaram movimentar a força para reverter a situação. Grenffel ao saber ordenou a prisão dos dois a bordo do brigue Maranhão no dia 15 de outubro de 1823.
A manutenção do poder com a adesão resultaria, três meses depois, os patriotas refugiados no interior exigiram a formação de um governo popular, sob a chefia de Batista Campos. Desmascarado o plano do comandante Grenfell, começaram as manifestações dos adversários e da própria população, contra a recém instalada Junta Provisória, acusada de manter no poder os comerciantes e latifundiários portugueses. Sem controle, os revoltosos invadiram as residências portuguesas e saquearam suas casas comerciais. O cônego Batista Campos, numa tentativa de evitar alguns desses conflitos, foi acusado pelo comandante inglês como mais um agitador político.
Em outubro de 1823, Grenfell executou friamente cinco homens, como forma de reprimir as manifestações populares, e amarrou Batista Campos à boca de um canhão aceso. Membros da Junta Provisória intercederam e recomendaram a transferência do Cônego para ser processado e julgado no Rio de Janeiro. Grenfell recuou e soltou Batista Campos. Mas, não satisfeito com as execuções, aprisionou 256 suspeitos, por tempo indeterminado, no porão do brigue “Palhaço”, (navio São José Diligente) comandado pelo tenente Joaquim Lúcio Azevedo. Os prisioneiros gritavam por água limpa e espaço para respirar. Os soldados lançaram cal virgem no porão, matando 252 pessoas por asfixia. O ocorrido ficou conhecido como a “Tragédia do Brigue Palhaço”. Revolta do Brigue Palhaço, a repressão contra os movimentos populares naquele momento que também culminou na Revolta da Cabanagem, em 1835.
Referencias
Alves Filho, Armando - Pontos de Historia da Amazonia, Volume I/ armando Alves Filho, José Alves de Souza Junior, José maia Bezerra Neto. Belém: Paka Tatu, 2000.
Gomes, Laurentino - 1808: como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudarão a historia de Portugal e do Brasil / laurentino Gomes – são Paulo, editora planeta do Brasil, 2007.
Barata, Mario - Poder e independência no grão Pará 1820-1823, Genesis, estrutura e fatos de um conflito político, editora gráfica falangola editora ltda, Ru santo Antônio, 429- Belém –Pará.





sexta-feira, 29 de julho de 2011

TCC

EXEMPLO
Vicente Sales, folclorista, historiador e sociólogo, representa a transição da educação superior tradicional das ciências sociais para a formação de agentes acadêmicos transgressores dos comportamentos regradores da sociedade, instalados nas universidades públicas do Pará. Iniciando um novo paradigma de educação histórica crítico-social e libertador.


                  Esaú – Vicente Sales e Silvia

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO
CURSO DE LICENCIATIRA EM HISTÓRIA
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO
PQD I
PÓLO BELÉM




                                             CAMINHOS À HISTÓRIA                                                   



ESAÚ DA CUNHA ARAÚJO







BELÉM – PARÁ
JUNHO - 2007


UNIVERSIDADE ESTADUALDO MARANHÃO
CURSO DE LICENCIATURA EM HISTÓRIA
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO
PQD I
POLO BELÉM

CAMINHOS À HISTÓRIA

UEMA: Universidade Estadual do Maranhão
Licenciatura Plena em História I.
Programa de Qualificação de Docente.
Pólo: Belém-Pa. CEO (Centro de Estudos Objetivos).
Orientador: Luiz Otávio Viana Airosa.
Aluno: Esaú da Cunha Araújo.
Código: 04HIPA50
TCC: (Trabalho de conclusão de curso).
Título: Caminhos à história.
Carga horária: 2.820.
Período de realização: janeiro de 2003 a julho de 2007.

ESAÚ DA CUNHA ARAÚJO


BELÉM - PARÁ
JUNHO – 2007


SUMÁRIO
1- INTRODUÇÃO____________________________________________  1
2-DESENVOLVIMENTO ______________________________________  2
            2.1 – Referências Teóricas das Disciplinas Especificas da Licenciatura   2
            2.2 – Referências das Disciplinas Pedagógicas__________________  7
            2.3 – Atividades Acadêmicas Des. no Componente Curricular –Prática. 11
            2.4 – Atividades Acadêmicas Científicos - Culturais _______________ 13
            2.5 – Relatório de Observação do Estágio ______________________ 15
                        2.5.1 – Ensino Fundamental ____________ ______________ 15
                        2.5.2 – Atividades Desenvolvidas _________________ 16               
                        2.5.3 – No Ensino Médio____________________________ 17
                        2.5.4 – Avaliação das Atividades Desenvolvidas ___________ 20
3- CONCLUSÃO _____________________________________________ 21
4- BIBLIOGRÁFIA GERAL _____________________________________ 24
5- APÊNDICE _______________________________________________ 26
6 – ANEXOS ________________________________________________ 27


AGRADECIMENTO
Dedico especialmente esta minha vitória a Deus, a minha esposa e meus filhos, em conjunto com meus pais por me apoiarem nessa caminhada. Quero aproveitar este momento para expressar meus agradecimentos a meus professores, que muito colaboraram na minha formação, não posso deixar de registrar um grande exemplo do professor historiador, folclorista e escritor paraense Vicente Sales que ficou marcado neste curso.


1 - INTRODUÇÃO.
No processo de formação acadêmica do curso de licenciatura de história feito na Universidade Estadual do Maranhão, pólo Belém do Pará, na escola CEO - (Centro de Estudos Objetivos), No Bairro de Umarizal. Rua Antônio Barreto, Nº100. O relatório de trabalho de conclusão de curso será exposto de forma sucinta à trajetória de formação. Com início em janeiro de 2004, com aproximadamente 55 alunos, sendo que as aulas eram executadas em meses de janeiro e julho todos os dias úteis da semana, com inicio às oito horas e termino às dezessete horas. Nos meses restantes do ano as aulas aconteciam nos fins de semana com carga horária de quinze horas. A turma tinha professores que já atuavam no magistério, e, com isso tinham mais leituras habilidade com a defesa dos assuntos em sala de aula daqueles que estavam iniciando, já outros iniciantes só tiveram desenvoltura e diminuindo a diferença após algum tempo. Alguns professores que vinham de universidade pública e não estavam preparados para uma nova realidade de formação de acadêmicos de ensino superior privado em que os alunos exigiam mais, mas foram excelente, além de outro professores que vieram de outros estados, mas que foram formidáveis e com isso provando que a história tem uma linguagem universal.
O relatório de conclusão de curso faz uma exposição sintética das referencias: teóricos das disciplinas específicas; seqüenciado com as referencias das disciplinas pedagógicas; das atividades acadêmicas desenvolvidas no componente curricular de prática; e relatos das atividades acadêmicos científicas-culturais e um relatório de observação do estagio supervisionado: ensino fundamental e médio, além de uma avaliação do desenvolvimento das atividades e finalizando com as considerações finais sobre o conjunto dos itens citados acima e das perspectivas enquanto historiador e uma conclusão.

2 – DESENVOLVIMENTO.
2.1 – REFENRENCIAIS TEÓRICOS DAS DISCIPLINAS ESPECÍFICAS DA LICENCIATURA.
As disciplinas especificas do curso de historia sempre representadas por professores com formação e habilitados para o exercício da função e com demonstração firme do conhecimento dos conteúdos, além de seus objetivos de formar profissionais, de forma competente e comprometida com uma crítica criadora e inovadora visando a qualidade do ensino fundamental e médio da ciência histórica. A estrutura curricular teve inicio em janeiro de 2004, com as disciplinas.
HISTÓRIA ANTIGA - ministrada pelo professor Otávio Rangel, historiografando com autores: Jaques Lê Goff, “caminhos da historia antes da escrita”, texto voltado para a antiguidade oriental; detalha a geografia, etnia e religiosidade de cada povo; Ciro Flamarion Cardoso, trabalhando a religiosidade das primeiras sociedades antigas, além do texto de Palácios, templos e aldeias: o “modo de produção asiático”, focando a economia destas sociedades; Maria Beatriz Florenzano “Antiguidade Clássica”, focalizando economia e sociedade; Jean Pierre Vernant”As origens do pensamento grego”, discursando sobre o Mito justificando o mundo cosmogônico; Franois Artog, “A historia de Homero e Santo Agostinho”retratando o discurso de como se escreveu a historia na Grécia e em Roma e do mesmo autor “Apolítica no mundo antigo”; George Duby, “Amor e sexualide no ocidente” e entre vários o clássico de Perry Anderson, “Passagens da Antiguidade ao Feudalismo”, fasendo uma abordagem nas contradições interna entro do seu próprio inicio do modelo econômico, uma leitura ontológica, já facilitando a transição para o modelo pré-capital.
FILOSOFIA – uma das disciplinas que é de grande importância como ferramenta da historia para a superação da historia factual e positivista, estudo que envolve a investigação, analise, discussão, formação e reflexão de idéias. Tivemos a professora Simei, com praticas pedagógicas de Paulo Freire, “Progressista libertadora” que tanto servil como exemplo de um novo paradigma. Nos conteúdos foram abordados os principais pensadores pré-Socráticos, e Sócrates, Platão e Aristóteles. Tematizou, o que é filosofia? Os métodos filosóficos, dialética platônica, Hegueliana e de Marx, método positivista. Filosofia do século XX, fenomenologia, pragmatismo, existencialismo, Jean Paul Sartre. Filosofia política, O poder; grego, romano, pensamento cristão, Santo Agostinho, São Tomas de Aquino, O poder dos reis: Maquiavel, Jean Bodin, Thomas Hobbs. O liberalismo, o iluminismo. O pensamento político de Hegel, Marx, Engel e Lênin. O pensamento político autoritário: fascismo, Nazismo. Conceito e concepções de estéticas. Livros paradidáticos de Henrique Nielsen Neto, “Filosofia Básica” e de Antonio Rezende, “Curso de Filosofia”.
SOCIOLOGIA – É a ciência que estuda o comportamento humano em função do meio e os processos que interligam o individuo em associações, grupos e instituições. Correntes sociológicas: positivista-funcionalista – Augusto Comte; compreensiva – Max Weber; dialética – Karl Marx. A disciplina foi ministrado pelo professor José Augusto de Carvalho, abordou referenciais nos seus conteúdos como: Michel Foucaut, Microfisica do Poder e Vigiar e punir; Celso Furtado, “Formação econômica do Brasil”; Karl Marx & Engel, “A ideologia de Fuerbach”. Edgard Carone, “Classes Sociais e Movimento Operário”. Analisando antecedentes históricos: oligarquia e a burguesia, classe média. Max Weber, traçando um diálogo sobre a ética protestante e o espírito do capitalismo para a síntese do pré-capitalismo. Maria José S. Costa, “Sociologia na Amazônia”. Debates teóricos e experiências de pesquisas. Aborda a importância histórica que s pesquisadores da região, e particularmente do Pará, sempre tiveram na construção da sociologia e de sua institucionalização, desde a luta pela regulamentação e da profissão de sociólogo começada no inicio dos anos setenta, na UFPAB. Os pioneiros das ciências sociais, Comte, Marx, Durkheim e Karl Marx no seu clássico o Capital volume I, II e III.
ANTROPOLOGIA – É a ciência no estudo do homem. Da mesma série das disciplinas a cima, a disciplina teve como o professor Ismael Funckner, facilitando a nós sobre conceito de Etnologia, alteridade, raça, etnia, tendo como pressupostos teóricos, Cliford Geertz,, Nova luz sobre a antropologia. François Laplatine. O campo e a abordagem antropológicos. Roberto da Matta, 1 - A antropologia no quadro no quadro das ciências. “2 – O oficio do Etnólogo, ou como ter antropologial Blues”. Michel Foucault, Vigiar e Punir. Everaldo Rocha, o que é etnocentrismo. Antropologia da escola francesa: Émile Durkheim. Escola inglesa: Bronslaw Malinowsk, Radcliffe Brown. Culturalista: Frans Boas. Estruturalista e pós-modernista: Clifford Geertz: Darci Ribeiro, Florestan Fernandes, Gilberto Freire, e Roberto DaMata.
TEORIA DA HISTÓRIA – Tivemos como professor Mario Médice, conceituando as historiografias nas diversas concepções: positivista de Comte, no século XIX, o historiador deveria encontrar a verdade; escola dos Annales surgiu na França, criada por Marc Bloch e Lucien Febvre, desdobrando com a Nova historia de Jacsques Lê golf, Micro História, Carlos Guinzburg e a marxista. Partindo dessas tendências a historia foi composta por novos agentes como a antropologia, sociologia e filosofia etc.
LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTO – Da professora Ester Braga, de fato póde se afirmar que está é um exemplo de facilitadora, com pouco tempo foi capaz de conduzir a turma a leitura de textos e a compreensão.
HISTÓRIA MEDIEVAL – Na disciplina medieval tivemos três professores, sendo que a primeira por motivos adversos não terminou o curso o segundo Cássio Guilherme de Andrade aplicou debates teóricos, já o terceiro Otávio Rangel, finalizou fazendo uma interpretação de conceitos e abordando a crise do escravismo e seus impactos na formação das relações protofeudais, as bases do feudalismo, o medievo em debate com as teses marxianas a cerca da idade média as contribuições da historia sócio cultural e o cenário do medievo nos eixos temáticos. Entre os autores foram usadas: Perry Andersom – Passagens da antiguidade ao feudalismo; Hilário Franco Junior,Feudalismo uma sociedade religiosa, guerreira e camponesa; MacBloc, A sociedade Feudal; Georges Duby, Idade média idade dos homens, do amor e outros ensaios e A sociedade Cavaleira; Jacques Legoff – O apogeu da idade média.
HISTÓRIA DAS SOCIEDADES AMERICANAS - Disciplina mediada pelo professor Mário Médice, focalizando o processo de formação das cidades americanas, especificando o contexto anterior à conquista européia, denominados povos pré-colombianos, as pesquisas históricas e arqueológicas e a formação cultural das sociedades Maias, Incas e Astecas foram destacadas neste conteúdo. Os referenciais teóricos foram: Círio Flamarion Cardoso e Héctor Perez Brignoli – economia da América Latina; Henri Favre – a Civilização Inca; Jacques Soustelle – A Civilização Asteca; Serge Gruzinsk - O Renascimento Ameríndio.
SOCIEDADE CULTURA NA ÉPOCA MODERNA – Disciplina que esteve a frente o Professor Alexandre Souza Amaral, usando como pressupostos teóricos dos seguintes autores: Peter Burke – A Vitória da Quaresma: A Reforma da Cultura Popular; Natalie Zemon Davis- Mulheres Urbanas e Mudança Religiosa; Ronaldo Vainfas – A Contra Reforma e Além-Mar; Perry Anderson – O Estado Absolutista no Ocidente; Christopher Hill – Os Pobres e o povo na Inglaterra do século XVI; Edmundo O’Gorman - O horizonte cultural, A invenção da América, O processo de invenção da América. O processo prático dessa disciplina vem na combinação de elementos da sociedade feudal com os interesses de outros grupos dirigentes. As monarquias nacionais buscavam desenvolver políticas econômicas mercantis, visando fortalecer financeiramente o Estado, visibilizando o envolvimento mais direto do Reis nos negócios estatais, que contribuíam para o desenvolvimento do regime absolutista. A expansão marítima européia constitui-se num processo de europeização do mundo a partir de interesses diversificados, tais como: as demandas econômicas e políticas das monarquias européias ocidentais e respectivos grupos de apoio, o processo evangelizador articulado a reforma religiosa, as expectativas de melhorias de condições de vida e de trabalho dos habitantes da Europa e, neste sentido, a procura do paraíso.
ESTUDOS AFRO-BRASILEIROS - Disciplina ministrada pela Professora Odosina.Autores, Milton Meltzer – Historia Ilustrada da Escravidão. As abordagens tiveram inicio com as estratégias de dominação de grupos étnicos na África sub-Saariana, através da provocação de conflitos entre os grupos africanos, sendo que os vencidos foram conduzidos como prisioneiros e trocados por armas pelos Europeus. Os debates se antecipam buscando o conhecimento da organização econômica e política em que os autores chegam a conceituar como modelo econômico poligâmico.
HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA – tendo a frente o Professor Tony Leão, buscando recursos teóricos de Karl Marx; José Alves de Souza Junior - Mundo Contemporâneo; Eric Hobsbawn – Era dos extremos, Era dos impérios.
SOCIEDADE BURGUESA NO SÉCULO XIX – Professor Elias Diniz Sacramento, autores: Jorge Grespam – Revolução Francesa e Iluminismo; Leo Huberman – Historia da Riqueza do Homem; Eric Hobsbawn – Era dos Impérios. A disciplina visou debates entre grandes mudanças ocorridas, em relação à Revolução Francesa, analisando o processo político, da cultura e da sociedade, bem como da Revolução Industrial, percebendo as mudanças econômicas dentro do capitalismo como novo modelo econômico surgido na Europa para o resto do mundo. Abordou transformações referentes à revolução ocorrida no século XIX, enfatizando o surgimento do nacionalismo, liberalismo, bem como do socialismo e a comuna de Paris.
PARÁ COLONIAL – que teve como professor Cleodir, formado pala UFPA, este de fato foi um grande exemplo, pois fez nós acadêmicos a refletir que historiadores devem transmitir os conteúdos com o máximo de neutralidade, usando da alteridade e não formar vítimas e algozes para os agentes dos fatos históricos.

2.2 - REFERENCIAIS DAS DISCIPLINAS PEDAGÓGICAS.
No inicio do curso através de vários alunos da UEMA, não só de historia como em geral, verificamos que tinha um discurso preconceituoso em relação às disciplinas pedagógicas, por acharem utópicos que na pratica não se usava nas escolas principalmente no sistema de ensino adotado no Brasil. A partir do segundo semestre de 2004 tivemos duas disciplinas de extrema importância para aplicarmos em nossa pratica pedagógica que foram Didática, Estrutura e Funcionamento do Ensino Médio e Fundamental, mas quero também considerar que Prática de Ensino de História e Legislação, assim como Metodologia Cientifica e Métodos e Técnica de Pesquisa em História, além de Psicologia da Educação, e Metodologia para Ensino da História foi fundamental na praxi profissional como historiador. As metodologias vistas em nossas práticas de sala de aula detectam a proposta geral do curso que é investir na formação do professor de história responsável na divulgação dos conhecimentos da história, com base nos conteúdos que atendam o ensino fundamental e médio, e reconhecer que os métodos e técnicas pedagógicas que propiciam a transmissão desses conhecimentos, levando em consideração que a avaliação não pode ser vista como um ato conclusivo na educação.
A disciplina de Didática que foi dividida por duas professoras Ana e Ana D’arc desmistificou completamente as primeiras informações preconceituosas no início do curso, pois de fato, percebemos a necessidade de aplicação desses conhecimentos quando fui trabalhar em uma escola privada, ministrando aula para aluno de 5ª e 6ª séries com uma turma de 136 alunos com idades de 9 a 36 anos. De imediato procurei ajuda com a professora Ana D’arc, que me informou que eu deveria usar estratégias diversificadas para conduzir esta turma, me repassando alguns nomes de autores pedagogos como: Carlos Libâneo, Paulo Freire e Gabriel Chalita, pois só assim percebi que não basta a um professor se deter apenas a conteúdos, mas conhecer todas as ferramentas das disciplinas pedagógicas para a praxi em sala de aula.
A educação ato ou processo de educar, qualquer estágio desse processo, aplicação de métodos próprios para assegurar a formação e desenvolvimento físico, intelectual e moral de um ser humano (pedagogia, didática e ensino). Então, a educação é um ato de aprendizagem formal e informal, que acontece de maneira didática ou espontânea, levando o individuo a uma percepção dos sentidos.
A prática escolar e pedagógica constitui-se na assimilação e construção da cultura devendo estar, portanto, vinculado a um projeto político-social, a pedagogia, antes de ser um curso e um campo do conhecimento que diz respeito a sistemáticas das praticas educativas. O bom professor é aquele que auxilia o aluno a atribuir significados às coisas. Enquanto a pratica escolar atua no campo restrito da educação formal, da escola, a pratica educativa está presente na dinâmica das relações das relações s sociais da sociedade.
Libâneo.

Referencias autores clássicos que são importantes para compreensão e adaptação de práticas em contextos diferenciados de sala de aulas:
VIGOTSKY - a sua teoria sócio-interacionista, tem por base o desenvolvimento do individuo como resultado de um processo sócio-histórico. Existem, dois níveis de desenvolvimento: Real e Potencial A aprendizagem interage com o desenvolvimento, produzindo abertura nas zonas de desenvolvimento proximal. O desenvolvimento cognitivo é produzido pelo processo internalização da interação social com materiais fornecido pela própria cultura, sendo que o processo se constrói de fora para dentro, para ele, o sujeito não é apenas ativo, mas interativo.
Segundo Vigotsky, ao longo do desenvolvimento cognitivo a formação de conceito passa por três fases básicas: Sincretismo, pensamentos por complexos e pseudoconceito.
PIAGET – a teoria do desenvolvimento cognitivo é uma teoria de etapas, que pressupõe que os seres humanos passam por uma série de mudanças ordenadas e previsíveis.
A construção do conhecimento ocorre quando acontecem ações físicas ou mentais sobre objetos que, provocando o desequilíbrio, resultam em assimilação ou acomodação e assimilação dessas ações e, assim, em construção de esquemas ou conhecimentos.
Assimilação é o processo cognitivo de colocar ou classificar novos eventos externos em esquemas existentes, assim o indivíduo usa as estruturas que já possui.
Acomodação é a modificação de um esquema ou de uma estrutura em função das particularidades do objeto a ser assimilado.
Equilibração é o processo de passagem de uma situação de menor equilíbrio para uma de maior equilíbrio. Uma fonte de desequilíbrio ocorre quando se espera  que uma situação ocorra de determinada maneira, e esta não ocorre.
Piaget determinou quatro estágios no desenvolvimento da capacidade de raciocínio do indivíduo até inicio da adolescência: sensório motor (0 a 2 anos); Pré-operatório (2 a 7 anos ); operatório-concreto (7 a 12); Operatório formal (12 a em diante).
PAULO FREIRE - Pedagogo brasileiro defensor da pedagogia progressista libertadora, afirma que aprender é uma ato de conhecimento da realidade concreta, isto é, da situação real vivida pelo educando, e só tem sentido se resulta de uma aproximação critica dessa realidade. Portanto o conhecimento que o educando transfere representa uma resposta à situação de opressão a que se chega pelo processo de compreensão, reflexão e crítica.
Outros autores como Rogers que defende a corrente humanistas, Pestalozzi, Montessori, Wallon que fez dialogo com as teorias de Piaget e Vigotsky, outro teórico foi Freinet, Emilia Ferreiro, Dewey, Herbart, Skinner, Ausubel, Theodore  Shultz Gry Becker ( defensor da escola tecnicista), Ivan Illich, Heri Giroux.

DIDÁTICA E PRÁTICA HISTÓRICO SOCIAL - Libâneo afirmou que a didática e sua historia estão ligadas ao aparecimento do ensino desde a antiguidade clássica ou no período medieval já temos registro de ação em escolas e mosteiros, mas é no século XVII, com João Amós Cormênio, ao escrever a primeira obra sobre a didática “A didática Magna”. São vários enfoques e tendências de didáticas aplicadas no Brasil: didática tradicional; didática da escola nova; didática tecnicista; didática critico reprodutivista; didática histórico crítica (dialética) ou crítico-social.
PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM - Pode ser definido como o conjunto de ações e estratégias que o sujeito educando, considerado individualmente ou coletivamente, realiza, contando para tal, com a gestão facilitadora e orientadora do professor, para atingir os objetivos proposto pelo plano e formação.
O processo ensino–aprendizagem conforme Maria da Graça Nicoletti Mizukami pode ser de varias abordagens: abordagem tradicional; abordagem comportamentalista; abordagem humanista; abordagem cognitiva, abordagem sócio cultural.
Segundo Libâneo, podemos analisar os aspectos pedagógicos e sociais do processo ensino-aprendizagem situado à posição de cada tendência pedagógica: Liberal tradicionalista - a aprendizagem é receptiva e mecânica, a criança vista como adulto em miniatura, exercício repetitivo e o reforço em forma de punição; Liberal tecnicista – o aluno é visto como depositário passivo dos conhecimentos, Becker; Liberal renovada progressivista – aprender se torna uma atividade de descoberta, é uma auto-aprendizagem, o ambiente apenas o meio estimulador; Piaget; Liberal renovada não diretiva – o professor é apenas um facilitador, Carl Rogers; Progressista libertadora – aprender é um ato de conhecimento da realidade concreta os esforços de conhecimento se darão através de temas geradores, do vivido até chegar a um nível mais crítico do conhecimento da sua realidade, Paulo Freire; Progressista Libertária – somente o vivido pelo educando é incorporado e utilizado em situações novas; Progressista Crítico-Social dos Conteúdos - a primazia dos conteúdos no seu confronto com as realidades sociais.
O PROCESSO DE ENSINO NA ESCOLA - O magistério se caracteriza nas atividades de ensino das matérias escolares criando uma relação recíproca entre atividade do professor (ensino) e a atividade de estudo dos alunos(aprendizagem), pois este processo é dinâmico. A atividade esta presente em qualquer atividade humana, portanto pode ser casual ou organizada. Na escola é organizada em hipótese alguma casual, portanto deve ser planejada, intencional e dirigida sob três componentes: objetivos, conteúdos, métodos e condições.
A relação Objetivo, conteúdo e método.
Um entendimento global sobre esta relação é que os métodos não têm vida sem os objetivos e conteúdos, dessa forma a relação dos conteúdos dependem dos métodos de ensino-aprendizagem. Com isto a maior característica deste processo é a interdependência, onde os conteúdos determinam os métodos por ser a base informativa dos objetivos, porém, porem o método pode ser conteúdo quando for objeto da assimilação.
AVALIAÇÃO - É em ultima analise uma reflexão do nível qualitativo do trabalho escola do professor e aluno. Sabe-se que é complexa e não envolve apenas testes e provas para determinar uma nota.
A avaliação é uma analise quantitativa dos dados relevantes do processo de ensino aprendizagem que auxilia o professor na tomada de decisões. Os dados relevantes aqui se referem às ações didáticas. Com isto, nos diversos momentos de ensino a avaliação tem como tarefa: a verificação, a qualificação e a apreciação qualitativa. Ela também cumpre pelo menos três funções no processo de ensino: a função pedagógica didática, a função de diagnóstico e a função de controle.
Prof.Cipriano C. Luckesi



2.3 - ATIVIDADES ACADÊMICAS DESENVOLVIDAS NO COMPONENTE CURRICULAR PRÁTICA.
A nossa prática de ensino foi abordado o tema “Orientação na Escola”. A equipe foi formada por Elídio, Esaú, Soares, Juraci, Nazareno e Paulo Willames, a intenção era abordar um tema transversal, para que se pudesse aplicar aos alunos da rede pública e privada. Sendo que na pública nos fizemos a apresentação no município de Barcarena, na Escola em que nosso colega Nazareno da equipe é diretor da escola Municipal em que seus alunos são específicos do ensino fundamental.
Na particular foi no Instituto Educacional Vera Lucia, localizada no bairro do Tapanã, conjunto Marechal Cordeiro de Farias, Alameda 09, Nº 70. Escola que eu estou coordenando. Foram feitas varias pesquisas inclusive com alunos e pais, além de conceitos em livros técnicos. As oficinas de apresentação foram desenvolvidas para alunos do ensino fundamental de 5ª a 8ª e os alunos do ensino médio do primeiro ao terceiro ano, além de que nos fizemos uma exposição aos professores e posteriormente aos pais dos alunos do IEVL.
As apresentações foram feitas por etapas ao professor e orientador Kleber Leite, sendo que no final este nos pediu que produzisse um assunto ou um fato histórico que viesse dialogar com o tema central, já que o texto central estava mais focado para a área de conhecimentos pedagógicos. Selecionamos o sub-tema gerador “aborto”. Focalizamos o tema com base em pesquisas de artigos que estão em voga em jornais, internet e revista de grande dimensão. Partimos das entrevistas feita pelo Papa em visita ao Brasil que ratificou que a Igreja é contra o aborto, e fez pedido ao presidente Lula , apoio de não aprovação do projeto na câmara, seguimos em analisar outros artigos: da justiça da cidade de Campina São Paulo, em que um juiz concorda com um projeto de uma ONG, que teve fundamentos na UNICAMP, que provoca a prefeitura a atender mulheres que iniciaram aborto ou que corre risco de aborto; o segundo é da confederação dos bispos latimos americanos que criticam o projeto do governo federal de controle de natalidade com barateamento de pílula de anticoncepcionais, vasectomias. O terceiro é uma visão jurídica avaliando de que momento se pode afirmar que um nascituro tem direitos jurídicos e se a mãe como dona do seu corpo tem autonomia de interromper uma gravidez, tendo em vista que o nascituro não é parte de seu corpo; além de mostrar uma tabela do processo de formação de um embrião no ventre da mulher. O quarto artigo repassa informações dos tipos de abortos e de que forma são feitos.
Partindo desses pressupostos desenvolvemos um texto com historiografia cultural, além de conectar o tema nos eixos temáticos d religiosidade e relação de pode. O texto dialoga com tempo no passado e presente, além de envolver varias instituições e interesses camuflados, principalmente a Igreja e o Estado de direito. O texto esta voltado para o aluno do ensino médio, devido uma escrita mais técnica e a complexidade do assunto, alem de que pode ser adotada para palestra em centros comunitários, entidade sindicais e outros.

2.4 - ATIVIDADES ACADEMICO-CIENTÍFICO-CULTURAIS.
Essas atividades foram apresentadas no segundo semestre de 2004, sobre a orientação do professor Nicolau que fez se realizar no campo interno do pólo de Belém da UEMA uma oficina com apresentações de pesquisas com amostras de temas regionais relacionada a fatos históricos, conforme as atividades ministradas pelo professor. Nosso tema focou sobre as paisagens das edificações arquitetônicas no período da Belle-Époque, com produções de murais expondo os mais variados prédios das ruas de Belém que ainda resistem ao tempo e outras que na existem, os murais mostraram também praças e logradouros públicos que foram feitos e inaugurados nesses períodos, como exemplo:
·         Prédio da Loja Paris N’América - localizada na Rua Santo Antônio;
·         Prédio da Biblioteca e Arquivo Público do Estado do Pará, localizado na esquina da Tv. Campos Sales com a Rua 13 de Maio;
·         Teatro da Paz, no início do século XX,
·         Residência do Intendente Antônio Lemos;
·         Palacete Bibi Costa, localizada na Av. Gov. José Malcher com Tv. Joaquim Nabuco
·         Chalé do Senador José Porfhiro, – localizada na Vila do Pinheiro em Icoaraci;
·         Prédio do Necrotério Público, situado na Doca do Ver-o-Peso;
·         Edifício da Bolsa de Valores, situada na Doca do Ver-o-Peso;
·         Boulevard da República, atual Boulevard Castilho França;
·         Rua 15 de Novembro;
·         Praça da República, Tomada do Edifício A Província do Pará;
·         Praça Batista Campo, antes da reforma e reurbanização do Intendente Antônio Lemos;
·         Parque Affonso Pena: denominação dada ao Jardim à Praça Independência, atual Praça D. Pedro II;
·         Os subúrbios de Belém: A fazenda Val-de-Cães;
·         Reservatório D’água na Praça São Brás;
·         Os tipos de carros de serviço da limpeza urbana;
·         Usina de Incineração de Lixo e Animais Mortos, Praça Dalcídio Jurandir;
·         Matadouro do Maguari, localizado no Furo do Maguari;
·         O mercado de Ferro na Doca do Ver-o-Peso;
·         Projeto da Fachada do Palácio Municipal, na gestão de Antônio Lemos.
Todas essas fontes iconográficas foram extraídas do livro da professora MARIA DE NAZARÉ SARGES, que tem como título: Belém Riquezas produzindo a Belle-Époque.
Toda essa exuberância arquitetônica construída com a extração da borracha demonstra o perfil da classe burguesa instalada na cidade de Belém fato este que reflete a transformação do espaço público, do modo de vida, a propagação de uma nova mora, e a montagem de uma nova estrutura urbana, cenário de controle da classe pobre e do aburguesamento de uma classe abastada. Essa vitalidade urbana manifestada através do vestuário, da construção de prédios luxuosos, cafés, luz elétrica, bondes, ferrovias, na criação de uma nova estética, representou, na verdade uma reelaboração da expressão do poder de uma nova classe- A burguesia- além da necessidade imposta pela internacionalização da economia capitalista, na medida em que era preciso criar condições concretas para ampliação e reprodução do capital. O processo de modernização da cidade de Belém, só foi possível em razão do enriquecimento que atingiu certos setores sociais da região a partir da segunda metade do século XIX.
A nova ordem econômica e a nova filosofia financeira coma República impunham não somente a reordenação da cidade, através de uma política de saneamento e embelezamento, mas também a remodelação dos hábitos e costumes sociais. Era preciso alinhar a cidade aos padrões da civilização européia. Da Europa, especialmente da França, é que veio modelo de urbanismo moderno, reproduzido em Belém com expressividade durante a administração do Intendente Antônio José de Lemos.

2.5 - RELATÓRIO DE OBSERVAÇÃO DO ESTÁGIO.
2.5.1 – ENSINO FUNDAMENTAL
O estagio supervisionado do ensino fundamental, foi realizado no Instituto Educacional Vera Lúcia, localizado no Conjunto Marechal Cordeiro de Farias. Alameda 09, nº. 10. Bairro Tapanã. A escola esta localizada em local privilegiado com vias asfaltadas, sistema de esgoto, iluminação pública perfeita, circulação de veículos não conflitante. O espaço físico interno da escola possui: salas todas climatizadas, iluminação perfeita, banheiros feminino e masculino, área de lazer, lanchonete, secretaria, sala de professores, sala administrativa, biblioteca com acervos de livros, sala de vídeo, sistema de informática com Internet. Corpo docente: Diretor Pedagógico, Coordenação Pedagógica, Coordenação por área cientificas, reuniões bimestrais, provas de simulados.
2.5.2 - ATIVIDADES DESENVOLVIDAS
   
Instituto Educacional Vera Lúcia

Durante as atividades didáticas acompanhei atentamente a aprendizagem organizada do professor levando em consideração que apesar do planejamento bimestral, este flexionava o planejamento para o dia da aula com temas transversais e geradores, focando assuntos que eram comentados na imprensa, partindo sim daí o dialogo com os conteúdos já existentes didaticamente, consumando o processo intelectual do aluno, ou seja, em que o ensino é a combinação do processo de ensino pelo professor e a assimilação ativa do aluno.
A estrutura que compõem a dinâmica do processo de ensino, sempre esteve transparente no ensino docente com sistema articulado, formados pelos objetivos, conteúdos, métodos e condições. A metodologia do ensino em cada aula do professor seguia: orientação inicial dos objetivos do conteúdo; transmissão e assimilação da matéria nova; consolidação; aprimoramento e aplicação dos conhecimentos; habilidades e hábitos; verificação e avaliação dos conhecimentos e habilidades. Quanto aos pontos negativos não posso considerar, pois as estratégias montadas com conteúdos e metodologia dialógicas sempre deixavam professor, aluno e estagiário ansiosos para uma próxima aula, quem sabe posso afirmar que um ponto negativo é a pouca quantidade de hora aula.

2.5.3 - NO ENSINO MÉDIO
LOCALIZAÇÃO E DIREÇÃO DA ESCOLA DO ESTÁGIO - O Colégio de Ensino Fundamental e Médio Castanheira, localizado no Conj. Cidade Nova I, n 121, Bairro do Coqueiro – Ananindeua/Pa, está bem localizado facilitando o acesso através de coletivos urbanos, além de suas ruas iluminadas e pavimentadas, além de um sistema de infra-estrutura bom, tendo como diretor e responsável Ulisses Vasconcelos.
Aspectos Físicos
O estabelecimento de ensino detém uma boa estrutura física, capaz de acomodar bem os seus alunos, com salas bem iluminadas e climatizadas, quadros magnéticos e grande área de circulação de entrada e saída dos alunos, bem como lanchonete, biblioteca e salas de informática. A escola possui inúmeros recursos didáticos como: data show, retro projetor, aparelho de televisão e DVD que auxiliam os professores na dinamização das aulas.



ASPECTOS PEDAGÓGICOS
O Colégio Castanheira contêmum projeto político pedagógico que fundamenta o quadro funcional motivados para o exercício da educação, todos pré-requisitados e com desenvolturas para cada atividade, sendo agente de portaria, secretariado e administrativo, e a equipe de docente, que formam uma unidade de bom relacionamento com os de discente.
A equipe de docentes todos com formação acadêmica nas diferentes instituições de ensino superior do estado do Pará, profissionais envolvidos no propósito de desenvolver a educação através de dinâmicas e métodos com a intenção de estimular os alunos a se sentirem agentes participativos no processo ensino aprendizagem.
Atividades Desenvolvidas.
O cotidiano do estágio supervisionado no ensino médio foi realizado nas séries do primeiro e segundo anos, convênio e primeira etapa do ensino médio da escola Castanheira. Apesar de já trabalhar com ensino médio, mas me senti na obrigação de fazer o estágio em escola distante e de outras comunidades, alheio aos problemas da Instituição de Ensino Médio a que desenvolvo meu trabalho de educador.
A princípio quero citar que me sinto mais a vontade com os alunos de ensino fundamental, mas não posso negar a sensação de realização profissional em ministrar aula com adolescente do ensino médio. Em minha opinião os alunos do ensino médio requerem um conhecimento mais abrangente e técnico dos conteúdos.
Os alunos do primeiro ano empolgados com a nova fase da educação e com posturas curiosas requeriam dos professores com os quais participei como estagiário uma metodologias e dinâmicas de grupos principalmente com uso de recursos didáticos data show, vídeos, seminários, atividade extra-classe, além é claro de aulas expositivas. As avaliações geralmente subjetivas e objetivas eram somadas com pontos extras às provas, para estimular os educandos às atividades fora da sala de aula. O professor geralmente dinamizava alguns fenômenos pedagógicos como estratégia política.
No segundo ano, nota-se certo relaxamento dos alunos. Observei que o professor algumas vezes era obrigado a chamar atenção destes, mas posso afirmar que foram casos isolados, isto tudo, é em função da fase da idade desses alunos. As praticas de sala de aula exigiam mais esforço do educador principalmente com pratica de psicopedagogia, vale salientar que a vaidade destes adolescentes esta ao estremo, por isso o professor me informou que devemos ter paciência e muita habilidade com esses alunos, (pois é na sala de aula que estes alunos vão desempenhar as suas disputas por espaços e lideranças). A mesma praticas de metodologia e dinâmicas citadas no primeiro ano são usadas no segundo ano.
Na primeira etapa do ensino médio (primeiro e segundo ano), ou seja, o EJA (educação de jovens e adultos), as disciplinas pedagógicas que foram ministradas na academia têm que ser colocadas em praticas devido às diferenças de série e a quantidade maior de alunos. A diversidade dentro da sala exige do professor estratégias para que haja interação e cooperação em classe, tendo este saber organizar o tempo e o espaço, além da seleção de material, foram essas as virtudes pela própria experiência que o professor de historia do Colégio Castanheira demonstrou.
 Analisei que na primeira etapa como é desigual a condição do ensino para as pessoas que não tiveram a oportunidade ou perderam a chance de seguir gradativamente sua vida estudantil. Pois as aulas nessa turma foram mais superficiais. O objetivo era passar o máximo de conteúdo, sem se ter o cuidado com o aprofundamento dos assuntos, isso acarretou sérios prejuízos ao conhecimento dos alunos que são formados por uma mistura de jovens e adultos. As atividades de leitura de texto de história, revisão da aula anterior a cada nova entrada do professor na turma, e fora nesse momento que pude contribuir, realizando uma das revisões feitas, apesar de ter um bom aproveitamento, deixaram muitas lacunas em branco.
No convenio nota-se nos alunos uma angustia de que o tempo em relação às provas do vestibular está próximo e cada minuto com o professor é importantíssimo. Cheguei a notar que uma pergunta às vezes “desnecessária” de um aluno aborrecia o restante da turma. Estes alunos geralmente estão isolados de outras turmas do colégio. O professor no convênio adota uma postura diferenciada das turmas do primeiro e segundo ano, ou seja, este é obrigado a usar métodos mais tradicionalistas para poder contemplar todo o conteúdo programático exigido pelas instituições superior, caso este venha a adotar medidas menos tradicionalista complicará no resultado final. Sendo assim o ensino aprendizagem no convênio é estabelecida em causa e efeito, ou seja, o professor repassa seus conhecimentos e o aluno é um depositário, isso tudo por que o sistema de ensino superior é seletivo. Conclusão o aluno é um cliente e as instituições de ensino são lojas de conveniência da educação formando um ciclo da indústria do vestibular.
Posso dizer que das maiores dificuldades que tive foi sem duvida aliar a minha vida profissional que também não é só de magistério, pois sou funcionário público Municipal de Belém, além de exercer a atividade de professor de história e coordenador de ensino no Instituto Educacional Vera Lúcia, localizado no conjunto Marechal Cordeiro de Farias, mas posso afirmar que não considero como dificuldade, mas sim como estimulo, pois como um profissional de historia não me sinto apenas como um técnico, mas também como um historiador militante.

2.5.4 - AVALIAÇÃO DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS
 Quanto às habilidades adquiridas quebrei o tabu incorporado que posso afirmar como “vícios de origens”, já que me foi repassado na própria academia, de que as disciplinas de pedagogia eram utópicas e fora da realidade, pois a partir do momento que fui participando das atividades do estagio me interessei nos livros relacionados a este tema.  
Quanto às percepções dos alunos vi quanto é importante os temas transversais e dialogar o passado com o presente e vice versa, sem contar que se o professor provocar no aluno uma viagem no tempo este observara que resíduos do passado estão presente. O planejamento é sem duvida o ritual mais preventivo para uma aula tranqüila para que não haja improviso e desorganização do tempo.
Em suma o estágio supervisionado do ensino médio serviu, para me situar como participante deste processo e abrir olhos para as situações que ocorrem nas práticas das aulas.

3 – CONCLUSAO
Três anos e seis meses sacrificando fins de semana e os meses de férias como julho e janeiro, mas bem recompensado com um curso que me credencia a ser um pedagogo específico em história, além de que sou portador não só apenas de informação, mas também de conhecimento, pois percebo que o mundo ficou diferente para mim, resultado do senso critico que se apropria dos meus reflexos cognitivos.
Agora percebo que por traz de uma historia tradicionalista e factualista personagens se esconderam como heróis no seu tempo credenciando seus vencidos como “culpados” pelo legado que se estenderia pelo rastro do futuro. Mas não vamos ser nos historiadores privilegiado por novos paradigmas historiográficos principalmente após a Escola dos Annales que iremos condenar ou matar pela segunda vez quem está morto.
Ficou mais fácil entender o presente através do método do materialismo histórico de Marx, pois só assim os historiadores podem afirmar que a historia é uma ciência como as outras disciplinas. Com a dialética as sociedades “primitivas”, hidráulicas, escravistas, feudais e capitalistas nos vêm à luz da interpretação a nós mostrar que os modelos econômicos já iniciavam com suas próprias contradições, já anteriores ao inicio do seu próprio modelo, como demonstra Perry Anderson no seu clássico: “Passagens da Antiguidade ao Feudalismo”. Não se pode esperar comportamentos idênticos de diferentes grupos sociais no período modelo econômico capitalista em todo espaço do continente, pois isso seria independência ideológica dos conceitos eurocêntricos.
As disciplinas dissertadas nesse parágrafo com certeza foram apenas pontapés iniciais para o aprofundamento futuro. Os conteúdos de América pré-colobiana e colonial nós faz refletir que a junção dessas culturas com as européias se plasmaram e o resultado é o que está incorporado em nós. Brasil colonial, imperial, republicano solidifica o sentimento de nacionalismo na propaganda ideológica que bem explica José Murilo de Carvalho no livro “A Formação das Almas”. O Pará colonial, império e República, nós faz refletir de que o território brasileiro tem múltiplas etnias podendo assim dizer os “brasis” de todas as culturas diversificadas dentro de um território de varias geografias, já confirmado por Raimundo Nina Ribeiro médico e antropólogo maranhense.
São esses conjuntos de disciplinas que são base de apoio para nossa formação de historiador, mas sem as disciplinas complementares como filosofia, antropologia e sociologia a historia não passaria ainda de defensora e idealizadora de “ídolos político” e “ídolos cronológicos”. Não poderíamos ser chamados de educador em plena era da globalização em que as informações são simultâneas se não fosse às disciplinas pedagógicas que prepara o professor a ser um facilitador dos objetivos, conteúdos e métodos de ensino para que haja o processo de ensino aprendizagem no sistema de ensino formal, além das disciplinas cientifico - cultural nas aplicações de atividades como feira da cultura.
A conclusão é que um educador tem por obrigação ter habilidades com as diversificadas disciplinas cientificas para a composição da interdisciplinaridade e assegurar a relação conhecimento-prática e oferecer aos alunos, vínculos dos conteúdos com experiências e problemas da vida pratica. Preservando assim o papel fundamental do educador na construção de um agente reflexivo e que haja equilíbrio entre teoria e pratica, tendo em vista que o excesso de teoria transforma o homem ingênuo e o excesso de pratica mecaniza o homem.
 Agora sei com propriedade a diferença entre professor e educador e a entender Paulo Freire que afirmou: “a educação não é, esta sendo”. Ficou claro que o conhecimento o qual nós possuímos jamais pode ser considerado como acabado, pois a cada dia que se passam, novas indagações surgem sobre os diversos assuntos e nos revelam algo novo e fora de nosso conhecimento. Isso demonstra quem são os verdadeiros amantes da educação, aqueles que buscam incansavelmente a qualificação, seja, através dos mais variados meios existentes hoje.
Com a finalização do curso de historia, percebo que o tempo ficou mais concreto e menos distante, além de que os fatos dentro da historiografia são como uma teia, formando o tecido social que explica o presente concreto pelo passado abstrato, pois a partir dessas justificativas um educador com certeza terá a clareza de que seu papel e de como um “fio condutor de energia”, transportando conhecimento de sociedade a sociedade. Sendo que essa “energia” é reproduzida dentro das escolas, apesar de que essas instituições são reconhecidas por alguns cientistas sociais (Althusser) como instrumentos de manutenção ideológicas da burguesia, mas que não se pode ignorar que estas entidades formais podem ser usadas como instrumentos de revolução dos desiguais com a desigualdade, invertendo valores do grande frasal iluminista “igualdade, fraternidade e liberdade”, discurso usado para justificar a revolução burguesa no século XVIII. Cabe a nós educadores usar o sistema de ensino para a transformação de uma sociedade caduca e autoritária para uma sociedade crítica de seus direitos e deveres, extinguindo instituições coercitivas.
 Devemos nós professores seguir o grande exemplo do grande historiador francês Marc Bloch - “o homem é reflexo do seu próprio tempo”. É claro que nós educadores de história devemos ter conhecimentos e utilizar novas epistemologias, mas não confrontar com  realidades ainda instalada em nosso contexto social, na ânsia de romper com praticas pedagógicas ainda em transição no sistema de educação que são reflexos de idéias que irão se exaurir dentro de um processo não imediato, pois caso isso venha acontecer estaremos estuprando a cultura pré-estabelecida, que reflete no comportamento individual ou coletivo, neste caso o aluno. Um exemplo figurado é o filme “Sociedade dos poetas mortos”.

4 - BIBLIOGRÁFIA GERAL
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NIETZSCHE, Friedrich.  Assim falou Zaratustra -  São Paulo: Ed. Martin Claret, 2005.
NIETZSCHE, Friedrich.  Para além do bem e do mal – São Paulo: Ed. Martin Claret, 2005.
NIETZSCHE, Friedrich.  Ecce Homo -  São Paulo. Ed. Martin Claret, 2004.
NIETZSCHE, Friedrich.  O anticristo -  São Paulo. Ed. Martin Claret, 2005.
5 – APÊNDICE
PRODUÇÃO TEXTUAL DIDÁTICA
5.1 – SOCIEDADE CLASSICA
5.3 – IDADE MÉDIA
5.4 – IDADE MODERNA

6 – ANEXOS
6.1 – EDUCAÇÃO SEXUAL E A PRÁTICA DOCENTE
6.2 – ABORTO.